Andronik
Alongamento das orelhas: para cima, para os lados, para baixo
Segure a orelha e puxe-a suavemente para cima. Sem tranco — de forma contínua, aumentando aos poucos, e no fim segure por um segundo. Sinta como a tensão sai da orelha e vai além, até a têmpora.
Agora o mesmo para o lado. E para baixo.
A orelha é presa ao osso temporal por ligamentos e, através de uma fina camada de músculos, ligada à membrana que recobre a têmpora. Ao puxar a orelha em direções diferentes, você cria tração nessas camadas — e, pela primeira vez em muito tempo, elas têm a chance de deslizar uma em relação à outra. Bem ao lado passam os vasos linfáticos que recolhem o líquido de todo o terço superior do rosto e o levam aos linfonodos na frente e atrás da orelha.
Dez alongamentos em cada direção, com as duas mãos ao mesmo tempo, para não criar desequilíbrio. Com o tempo, dá para chegar a trinta.
O alongamento para baixo parece mais sem graça que o para cima, e é o que mais se pula. Não pule: é justamente ele que libera a região atrás do ângulo da mandíbula.
Meio minuto — e a têmpora se solta como não se soltava havia meses.