Andronik
Músculos suboccipitais: amassamento circular com os polegares
Coloque as palmas na nuca, como se estivesse apoiando a própria cabeça. Quatro dedos ficam em cima, e os polegares descem até a base do crânio. Pare por um segundo e apenas sinta: sob os polegares dá para notar dois cordões firmes.
São quatro músculos minúsculos que não movem a cabeça — eles a sustentam. Trabalham a cada segundo do seu dia e quase nunca descansam. Daí vem aquela sensação, no fim do dia, de um aro apertado em volta da cabeça.
Comece a fazer um círculo lento. Um, dois. A pressão é perceptível, mas confortável; ao expirar, dá para aprofundar um pouco — o tecido se solta justamente na expiração. Cuide para que o dedo não deslize sobre a pele, e sim a desloque junto: não trabalhamos a superfície, mas o que está por baixo dela. De dez a quinze círculos, depois desça um pouco e repita.
Quando a tensão vai embora, não é só a nuca que muda. A testa se alisa, os ombros descem, a respiração fica mais profunda — o couro cabeludo e o rosto estão ligados por uma mesma camada, e o que se solta atrás sobe na frente.
Um minuto por dia. Este é o primeiro ponto do programa — é daqui que tudo começa.